A serigrafia continua a nos surpreender; é um ir e vir de tendências e de progresso.
No momento, o que mais se fala é do DTF. Dizem que chegou para revolucionar, que vai acabar com a serigrafia, isso e aquilo. Ledo engano. Continuamos firmes no propósito de pintar, decorar ou “lambuzar” tecidos — ou qualquer substrato — com as cores da natureza ou com o desejo de transformar imagens em arte estampada.
Concordo que algumas imagens ficam mais fáceis com o DTF, levando em conta o tamanho, a complexidade e a quantidade de cores; o processo resolve, e resolve bem. Mas estamos falando de alguns substratos. Imagine se tivéssemos que aplicar o DTF na frente toda de uma camiseta? Não ficaria bom, pois a área de aplicação determina a qualidade do trabalho. Nesse momento, entram as técnicas mais modernas de serigrafia, pois o toque será mais suave, sem aquele aspecto plastificado.
Já vimos isso anteriormente com os transfers emborrachados e produtos que viraram febre no mercado; havia para todos os gostos. Mas a serigrafia retornou, e muito forte. Por quê? Simplesmente porque a moda passou. O usuário cansou de vestir camisetas pesadas e plastificadas, com imagens grosseiras e toque pesado. Tudo isso faz a diferença quando vestimos uma roupa.
Então, amigos, continuamos firmes. Por favor, não estou criticando o DTF; ele veio e ficou, é muito bom e agiliza diversos trabalhos. Pequenas tiragens também se beneficiam com o processo. Acredito que veio para ficar e complementar o trabalho da serigrafia, mas não para substituí-la.
Alguns players do mercado andam vendendo tinta para DTF alterando a consistência da tinta branca. Com isso, não se obtém uma boa ancoragem, pois o produto não segura a quantidade suficiente de poliamida para que a fixação seja perfeita e duradoura. Para compensar, recomendam aquecer por mais tempo. Economia burra: gasta-se menos com a tinta, mas aumenta-se o consumo de energia. A roda foi inventada faz tempo, mas alguns “mágicos” continuam tentando burlar a química e a lógica do desenvolvimento de produtos. Assim, transformam o que poderia ser uma solução em algo sem credibilidade.
Vi isso acontecer: um trabalho com mais de 100 peças foi jogado no lixo porque a qualidade de fixação do DTF era péssima. Tudo porque o fornecedor trocou a tinta para um teste e não avisou o cliente. Conclusão: lixo e prejuízo; perdeu-se o cliente e atrasou-se o processo.
Fiquem atentos, não comprem gato por lebre. O seu nome e o da sua empresa demoram a ser construídos, mas para perdê-los bastam apenas alguns segundos. Em caso de dúvida, venha para o convencional: a serigrafia agradece.
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