Olá, meus amigos!
Hoje eu vou falar um pouco sobre os quadros para a construção de nossa matriz serigráfica. É muito importante sabermos como adequar um bom quadro para a construção da nossa matriz. Aqui, vamos falar sobre os tipos de materiais para a construção dos quadros e as principais medidas.
O QUADRO
Em silk screen, as imagens a serem impressas são gravadas numa tela tecida com fios de nylon ou poliéster, esticada e presa a um quadro de madeira, ferro, alumínio, plástico ou qualquer outro material que sirva para sustentação do tecido serigráfico. Define-se, ainda, o quadro pelo tipo de trabalho a ser executado.
Se o serviço não requer muita qualidade, pode-se trabalhar com quadros de madeira; para outros trabalhos, onde a qualidade é imprescindível, aconselha-se o uso de quadros de alumínio ou ferro. Na maioria das vezes, utilizamos o quadro de madeira pelo seu baixo custo e pela facilidade de esticagem do tecido ao quadro. A este conjunto, chamamos de matriz.
Os diferentes tipos de materiais para a confecção dos quadros são os seguintes:
Madeira: São utilizados diversos tipos de madeira para confeccionar os quadros; os mais comuns são o pinho e o cedro, pois resistem muito bem à umidade e são fáceis de grampear. Existem algumas restrições para a utilização dos quadros de madeira. O quadro de madeira não é o mais recomendável para a produção em serigrafia, mas, em virtude do baixo custo, é uma opção muito utilizada, sendo esta uma de suas poucas vantagens.
O quadro de madeira não pode ser muito tensionado, pois, quando grampeados, os grampos rasgam a tela e, quando colados com alta tensão, o quadro não resiste e empena. Para aumentar a estabilidade dos quadros de madeira, uma solução é impermeabilizar a moldura.
Ferro: Este material é largamente utilizado em estamparias têxteis para grandes formatos. Assim como a madeira, o preço também é uma vantagem. Possuem boa estabilidade, desde que os perfis utilizados tenham sido corretamente dimensionados. Entretanto, há desvantagens relacionadas principalmente à corrosão. É pesado (especialmente em grandes formatos) e enferruja rapidamente, perdendo-se o tecido.
Os quadros de ferro só podem ser colados e precisam de um tratamento anticorrosão antes da aplicação de uma camada de tinta especial, o que torna o processo dispendioso e demorado. Durante o tempo de uso, o quadro pode enferrujar e o tecido descolar. Por ser muito pesado, para trabalhos manuais torna-se quase impossível manter um ritmo de produção homogêneo, pois o serígrafo sofre um desgaste físico muito alto, prejudicando a produtividade.
Alumínio: O quadro de alumínio é o que oferece melhor resultado na impressão. Embora seja o mais caro, é o que possui o melhor custo-benefício. Os quadros não enferrujam e têm boa estabilidade, desde que os perfis sejam dimensionados corretamente. São de fácil manuseio, pois o alumínio é mais leve que a madeira e o ferro.
O quadro de alumínio é muito resistente, por isso podemos trabalhar com altos valores de tensionamento. Se tensionamos uma tela com valores altos, teremos menos problemas de registro na hora de imprimir. Outra grande vantagem é que não precisamos fazer tratamento anticorrosivo, pois o alumínio é altamente resistente a quase todos os tipos de solventes.
Plástico: O quadro de plástico é utilizado apenas em alguns casos, apesar de o seu custo ser muito convidativo. Existem algumas restrições quanto ao seu uso: a estabilidade dimensional é baixa e, em contato com alguns tipos de solventes, o material pode deteriorar-se. É um tipo de quadro muito utilizado na confecção de impressões em ampolas de medicamentos.
As medidas de um quadro
O tamanho do quadro a ser definido dependerá da medida da arte a ser impressa e em qual superfície ou equipamento o serviço será executado. Em alguns casos, o motivo gravado poderá ser bem menor que o quadro devido às exigências do trabalho. Por exemplo: ao trabalhar em uma mesa corrida para imprimir camisetas, o quadro deverá suprir a medida das chavetas para que se possa conseguir um registro de impressão perfeito.
A princípio, tomaremos por base as seguintes orientações: devemos sempre deixar espaços na matriz para armazenar a tinta e para trabalhar com folga, evitando sujeira excessiva e baixa qualidade de impressão. Essa medida deve respeitar a área do “tinteiro” e também as laterais; quanto maior o espaço, melhor a impressão e maior a vida útil da matriz. Nem sempre é possível deixar os espaços adequados, pois a serigrafia é muito ampla, com diversos tipos de equipamentos. Sempre que possível, devemos utilizar uma área de impressão próxima a 70% do quadro, deixando 30% de áreas livres. Valem aqui o bom senso e o tipo de trabalho.
Quadros autotensionáveis: São quadros que não necessitam de adesivo nem de equipamento de esticagem. Geralmente o perfil é de ferro; é um quadro de excelente qualidade, encontrado em diversas medidas. O tecido é colocado na própria peça e, com o auxílio de um torniquete, é esticado até atingir a tensão desejada. Os pontos negativos são o alto custo e a necessidade de um equipamento específico que permita sua utilização.
Alguns cuidados:
- Antes de esticar o tecido, verifique a situação do quadro: arestas cortantes podem provocar a ruptura da malha.
- Inspecione o quadro (principalmente o de alumínio e o de ferro) quanto à soldagem e ao perfil; verifique se a espessura está de acordo com as medidas do quadro.
- Antes de colar, limpe bem a superfície. Qualquer resíduo de gordura pode prejudicar a performance do adesivo.
- Em dias de muita umidade, limpe a superfície a ser colada com um solvente bem volátil ou coloque o quadro no secador por alguns instantes antes de colar.
- Para uma colagem perfeita, após limpar o quadro, passe uma demão de cola sobre a superfície. Isso garantirá uma ancoragem mais eficiente.
Nas próximas edições, falaremos mais sobre os perfis e os quadros irregulares.
Espero que tenham gostado da matéria. Enviem suas sugestões e críticas.
Muito obrigado!
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